Excelência criativa no Google Ads: 3 práticas para campanhas mais relevantes em 2026
Criar uma campanha de Google Ads já não significa apenas escolher palavras-chave e escrever bons anúncios.
À medida que a inteligência artificial passa a participar cada vez mais da construção e da distribuição das mensagens, a criatividade ganha uma nova função: oferecer à tecnologia diferentes possibilidades de comunicação para que ela encontre, em cada busca, a combinação mais relevante.
Nos anúncios responsivos de pesquisa, o Google Ads combina títulos e descrições fornecidos pelos anunciantes para criar diferentes versões dos anúncios e aprender quais combinações são mais adequadas para cada consulta. Em 2026, essa lógica avança com a IA Max, que amplia o uso de inteligência artificial nas campanhas de Pesquisa, incluindo recursos como personalização de texto, correspondência de termos e expansão de URL final.
Isso muda também a forma de pensar a criatividade.
Não se trata simplesmente de produzir mais peças, mas de construir um conjunto de ativos suficientemente diverso, relevante e conectado à estratégia da marca.
A seguir, três práticas importantes para transformar essa lógica em campanhas mais efetivas.
1. Crie variedade para que a IA tenha mais possibilidades de combinação.
Os anúncios responsivos de pesquisa trabalham justamente a partir da combinação de diferentes títulos e descrições.
Por isso, repetir a mesma mensagem em pequenas variações não é suficiente. O desafio está em construir diferentes argumentos capazes de apresentar a mesma oferta por ângulos distintos.
O Google recomenda trabalhar com até 15 títulos e 4 descrições em um anúncio responsivo de pesquisa. Também recomenda ter pelo menos dois anúncios responsivos com qualidade “Boa” ou “Excelente” por grupo de anúncios.
Na prática, isso significa pensar nos ativos como partes de uma mesma estratégia, e não como frases isoladas.
Uma campanha pode, por exemplo, combinar:
- o principal benefício do produto ou serviço;
- diferenciais da empresa;
- soluções para dores específicas;
- provas, credenciais ou argumentos de confiança;
- chamadas para ação;
- termos relacionados à intenção de busca.
Quanto mais diferentes forem os argumentos sem perder coerência, maior será o repertório disponível para o sistema construir combinações relevantes.
A própria ferramenta de qualidade dos anúncios oferece recomendações para aumentar essa variedade. Entre elas, está evitar títulos e descrições repetitivos e utilizar os recursos de fixação com moderação, já que limitar demais as posições reduz as possibilidades de combinação.
Criatividade, nesse contexto, não é produzir infinitas versões da mesma ideia. É ampliar as possibilidades de contar a mesma história.
2. Diversifique os ativos visuais e deixe a marca mais reconhecível.
A comunicação de uma campanha de Pesquisa também pode ir além do texto.
O Google recomenda adicionar diferentes recursos relevantes para cada negócio, como nome e logotipo da empresa, imagens, sitelinks e outros ativos que ajudem o usuário a entender a oferta e encontrar caminhos mais relevantes dentro do site.
Para os anúncios responsivos de pesquisa, a recomendação atual é disponibilizar pelo menos quatro recursos de imagem únicos e relevantes. A ideia é construir uma biblioteca visual variada, permitindo que o sistema selecione os recursos mais adequados de acordo com o contexto e o espaço disponível.
Isso reforça uma mudança importante na produção criativa para mídia.
A imagem não deve existir apenas para preencher um espaço. Ela precisa acrescentar informação, apresentar o produto ou serviço de outra maneira e ajudar o usuário a reconhecer a proposta da marca.
E existe ainda outra camada nessa equação: a inteligência artificial.
Com a IA Max, a personalização de texto pode gerar títulos e descrições adicionais a partir de informações como o domínio, a página de destino, os anúncios existentes e as palavras-chave do grupo de anúncios. A partir de setembro de 2026, campanhas que utilizam a personalização de texto passam a ser atualizadas automaticamente para a IA Max.
A tecnologia, portanto, amplia as possibilidades de criação. Mas a qualidade dessas possibilidades continua dependendo dos materiais e das informações que a marca disponibiliza.
3. Transforme os sitelinks em parte da estratégia, não apenas em links extras
Um anúncio não precisa terminar no clique principal.
Os sitelinks permitem apresentar diferentes caminhos para o usuário dentro do mesmo anúncio, levando a páginas específicas do site de acordo com seus interesses e necessidades.
E eles também passaram a ter um papel relevante na avaliação da qualidade dos anúncios. O Google recomenda disponibilizar pelo menos seis sitelinks entre conta, campanha ou grupo de anúncios para alcançar uma qualidade de anúncio “Boa” ou superior. Os sitelinks dinâmicos também podem ser considerados nessa estrutura.
Mais do que cumprir uma quantidade, o ponto é pensar em quais caminhos realmente fazem sentido para quem está pesquisando.
Dependendo do negócio, os sitelinks podem direcionar para:
- produtos ou serviços específicos;
- páginas de soluções;
- cases;
- conteúdos;
- páginas institucionais;
- contato ou orçamento.
Isso transforma o anúncio em uma espécie de porta de entrada para diferentes partes da jornada.
Em vez de levar todo mundo para o mesmo lugar, a campanha passa a oferecer caminhos diferentes de acordo com aquilo que pode ser mais relevante para cada pessoa.
A criatividade mudou e a mídia também.
A evolução do Google Ads mostra uma transformação maior na própria relação entre criatividade, mídia e tecnologia.
Durante muito tempo, produzir um anúncio significava definir uma mensagem e escolher onde ela seria exibida.
Agora, as plataformas trabalham com sistemas capazes de combinar ativos, interpretar sinais, adaptar mensagens e encontrar diferentes caminhos para atender às intenções de busca.
A IA Max representa esse movimento dentro das campanhas de Pesquisa. Ela não é um novo tipo de campanha, mas uma camada de otimização que reúne recursos de inteligência artificial para ampliar a correspondência entre consultas, anúncios e páginas de destino.
Isso não diminui o papel da criatividade. Pelo contrário.
Quanto mais autonomia existe para a tecnologia combinar e adaptar os elementos de uma campanha, mais importante se torna oferecer bons elementos para essa combinação.
Uma campanha com mensagens repetitivas, poucas imagens e páginas pouco conectadas à intenção de busca limita as possibilidades da própria automação.
Já uma estratégia que combina diversidade criativa, relevância, dados e tecnologia cria mais caminhos para que a mensagem certa encontre a pessoa certa no momento adequado.
O que revisar nas suas campanhas em 2026
Antes de colocar uma campanha no ar ou ao revisar uma que já está rodando, vale observar alguns pontos:
✓ Existem pelo menos dois anúncios responsivos de pesquisa por grupo, com qualidade “Boa” ou “Excelente”?
✓ Os títulos e descrições apresentam argumentos realmente diferentes?
✓ A campanha utiliza até 15 títulos e 4 descrições quando fizer sentido?
✓ Existem pelo menos quatro imagens únicas e relevantes?
✓ Nome e logotipo da empresa estão configurados?
✓ Há seis ou mais sitelinks relevantes disponíveis?
✓ Os anúncios e as páginas de destino estão alinhados à intenção de busca?
✓ A IA Max está sendo avaliada de acordo com os objetivos e controles da campanha?
✓ Os relatórios de recursos estão sendo analisados para entender quais mensagens e combinações geram mais resultado?
Em 2026, excelência criativa no Google Ads não significa simplesmente criar mais.
Significa criar melhores possibilidades.
Possibilidades de mensagem, de imagem, de caminho e de conexão com diferentes intenções. A inteligência artificial pode combinar esses elementos em escala, mas é a estratégia que define o que vale a pena colocar nessa combinação.
No fim, a tecnologia pode ajudar a encontrar a mensagem certa.
Mas é a criatividade que dá à marca algo relevante para dizer.
Fonte: Google Ads / Google Ads Help.